quarta-feira, 6 de março de 2013

004 - Trilho dos Moinhos de Picón e Folón (Galiza)

TIPOLOGIA - Circular
EXTENSÃO - 3,5 Km
PONTOS DE INTERESSE - Moinhos do Picón e do Folón; flora diversificada devido a microclima; vistas sobre O Rosal
NÍVEL - Fácil
DURAÇÃO - 1:30 horas

Vamos agora para terras Galegas (acima de tudo somos Portugalegos), para mais uma caminhada, desta vez no fabuloso trilho dos Moinhos de Picón e do Folón. Estes, são um grupo de 60 moinhos, declarados "Bens de Interesse Cultural" pela Junta da Galiza e eram já mencionados no séc. XVII. Encontram-se situados no Conselho de O Rosal, entre os lugares de Martin e Fornelos, na ladeira do Monte do Campo do Couto, desde o qual se pode contemplar todo o vale do O Rosal, a desembocadura do Rio Minho e o Monte onde se encontra o Castro de Santa Tegra. Estes moinhos encontram-se dispostos em cascata pelo monte, sendo 36 na vertente do Folón e 24 na vertente do Picón. Os mais aintigos são os moinho nº11 (1702) e o moinho nº16 (1715).
Para alcançar este trilho deve chegar-se a Tui (fronteira com Valença) e depois seguir pela PO-552 em direcção a A Guarda. Sensivelmente a meio do caminho entre Tui e A Guarda vira-se à direita pela PO-3302 em direcção ao O Rosal. Chegando à localidade, seguem-se as indicações na estrada para "Moinhos de O Folón"
O trilho começa na Ponte das Penas, e depois de passarmos os Moinhos do Picón e depois os Moinhos do Folón, regressámos à Ponte das Penas.
O caminho em si faz-se sem dificuldades de maior, embora a subida seja um pouco íngreme e cansativa. Cuidado em tempo de chuva pois há locais que podem ficar escorregadios.
Quem tiver acesso a mapas militares, é o mapa Nº 299-I Tomiño. (embora não faça muita falta pois o caminho é bem assinalado e fácil e é quase impossível uma pessoa perder-se).
Recomendamos que levem algo para petiscar, pois estar a comer algo no cimo com aquelas vistas é algo que sabe muito bem.
Quando descerem, e se apreciarem, ao lado da Ponte das Penas tem um pequeno café... peçam um licor de café galego, que está fresquinho e retempera as pernas e a alma.

“Licor do negro café que me tumbas que me matas, Licor do negro café fasme andar a catro patas. LICOR CAFÉ  ¡Licor do negro café quén che pode decir NON! Licor do negro café deixame poñerme en pé, acompáñame a unha festa, emborráchate comigo, que nos atope a mañá abrazados como amigos …”

Boas caminhadas!

 O trajecto
 
 Os primeiros moinhos

 Lindíssima panorâmica dos moinhos

 Toda esta rota é de uma beleza impressionante

 Há quedas de água e pequenos charcos

O interior de um moinho

Moinhos pela encosta acima

Mais um agradável local

Até apetece passar aqui umas noites

terça-feira, 5 de março de 2013

003 - Percurso de Refóios do Lima

TIPOLOGIA - Linear
EXTENSÃO - 5,4 Km
PONTOS DE INTERESSE - Rio Lima; parques de merendas; açudes do Rio Lima, cais do Garrido
NÍVEL - Fácil
DURAÇÃO - 2:00 horas (só a ida)

Este percurso faz parte da rede de Ecovias do Rio Lima. Pode ser feito de bicicleta, mas optamos por fazê-lo a pé. E não nos arrependemos.
O percurso segue paralelo ao Rio Lima e liga Ponte do Lima a Refóios do Lima. É feito pela margem direita do Lima. Durante o percurso há bastantes castanheiros e nogueiras, e como fomos em época de castanhas, saímos de lá com um saco cheio! Os castanheiros estão fora dos terrenos privados, pois crescem junto ao rio.
A passeata começa junto ao Campo do Arnado, em Ponte de Lima, onde há uma praia fluvial, um parque de merendas e um bar de apoio. Seguimos pela trilha bem assinalada e bem cuidada e pouco depois passamos a ponte em madeira sobre o Rio Labruja. Aparece então outro parque merendeiro e um posto de observação de aves virado para o rio Lima. Continuamos pelo caminho linear, sempre paralelo ao rio Lima, avistando alguns campos de cultivo e casarios. O caminho é em terra, ficando um pouco mais duro e empedrado quando passa uma pequena zona de mata. Se tiver chovido muito nos dias anteriores podem transbordar alguns pequenos ribeiros, sendo difícil passar sem meter o pé na água. (usamos uns troncos de árvores caídas para fazer um caminho por cima da água).
Após 5,4 km de paz, harmonia com a natureza, e o cheiro a verde do Minho, chegamos ao Cais do Garrido, onde acaba o percurso. Aqui, recomendámos que aproveitem e visitem a freguesia de Refóios do Lima, cujo o centro é fácil de atingir. (Fica a 2 km do Cais do Garrido). Como orientação para chegar a Refóios, sigam pela estrada de alcatrão, usando como referência a torre do mosteiro de Refóios do Lima. Após visita a este núcleo populacional com um bom património agrícola e religioso, regressámos ao Cais do Garrido, fazendo o percurso inverso até ao Campo do Arnado, (recolhendo as tais castanhas pelo caminho!). No final do percurso, e se ainda não o fizeram, aproveitem para visitar a lindíssima vila de  Ponte do Lima!

Campo do Arnado

Rio Labruja

 Agradável percurso junto ao rio Lima

Aspecto de um dos charcos que tivemos de passar

Animais de quintas próximas pastavam no percurso

Inúmeros cogumelos por todo o percurso

Castanhas grátis e muito boas

Percurso muito cuidado, como se pode ver

Estrada para Refóios do Lima com o mosteiro ao longe

Quinta brasonada em Refóios do Lima

Igreja de Refóios do Lima

Uma pequena cria de roedor fez questão de nos cumprimentar

Verde para os olhos e oxigénio para os pulmões

Ponte do Lima, já ao amoitecer

segunda-feira, 4 de março de 2013

002 - Mesa dos Quatro Abades

TIPOLOGIA - Circular
EXTENSÃO - 11 Km
PONTOS DE INTERESSE - Lugar de Vacariça; Serra da Agra; cavalos Garranos; lagoa de Salgueiros Gordos; aldeia de Vilar do Monte; Mesa dos Quatro Abades; Miradouro da Vacariça 
NÍVEL - Moderado 
DURAÇÃO - 4:00 horas

Altura de falarmos agora deste fabuloso percurso serrano.É um percurso muito interessante com paisagem típica do Alto Minho, muita vegetação e fauna. Apresenta alguma dificuldade devido a alguma subidas, mas nada que não se consiga. Maior dificuldade é mesmo as marcações. A sinalização precisa de ser urgentemente recuperada. Há locais onde a sinalização não se vê, outros onde está tombada e ainda outros em que foi pura e simplesmente arrancada. Uma pena, num percurso tão bonito. Recomendamos um bom mapa e se puderem GPS, pois nós perdemo-nos devido à deficiente sinalização e como a escuridão cai depressa em terras do Alto Minho, passamos por algumas dificuldades no meio da Serra, sem nenhuma sinalização e usando apenas as luzes do telemóvel (não contávamos caminhar de noite e por isso não levávamos lanternas). Tudo se deveu a uma tabuleta de sinalização que estava tombada e só com a ajuda de um pequeno mapa militar da região é que conseguimos descobrir o caminho, já cansados e encharcados pois chovia uma minhota e fria chuva. Acabou por correr bem, mas poderia ter sido arriscado. Aprendemos a lição de começar as caminhadas mais cedo!
Passando ao percurso, a caminhada começa no Lugar da Vacariça em Refoios do Lima (Ponte de Lima). (fica a cerca de 10 km da rotunda da A28). Segue-se pelo caminho empedrado, contornamos Vacariça e deixamos para trás os campos de cultivo. Após algum tempo de caminho surge à nossa direita um cercado para cavalos Garranos, permitindo assim que eles vivam num estado semi-selvagem. Conseguimos, por sorte, ver alguns Garranos, assim como mais tarde vário gado bovino à solta na serra em grandes manadas. Estes animais quando nos viam corriam como loucos assustados e paravam mais a frente. Um momento muito agradável e de comunhão com a natureza.
Ao nosso redor, por entre caminhos em matas da serra, vemos o maciço granítico da Serra da Agra.
No meio de uma floresta de Faias fica a Lagoa de Salgueiros Gordos, escondida entre densa folhagem, local bastante belo e verde, e aprazível para um piquenique.
Continuamos então a caminhar e iniciamos a descida para a aldeia rural de Vilar do Monte. Seguindo pela aldeia, encontramos a estrada alcatroada onde inicia o caminho que nos leva à Mesa dos Quatro Abades. Esta é uma mesa de granito ladeada por quatro bancos também de granito, onde se sentavam os abades de Cepões, Bárrio, Calheiros e Vilar do Monte, para tomar decisões, ouvindo os habitantes de cada uma das freguesias que ficavam em redor da mesa.
Voltamos à estrada de alcatrão e pouco depois subimos um caminho na mata algo íngreme, que vai dar ao Miradouro da Vacariça. Foi neste ponto que nos perdemos, por isso todos os cuidados são poucos enquanto não recuperarem a sinalização. Daqui avista-se o Rio Lima, mas não pudemos apreciar muito as vistas dado que estava a ficar escuro e tínhamos de encontrar o caminho.
Depois do miradouro volta-se à estrada florestal e desce-se até Vacariça, finalizando assim este saudável e pitoresco percurso.


Aspecto da subida da serra

Um zona extremamente aprazível

Cogumelos de várias formas e cores foram constantes

Os magníficos Garranos, ali mesmo ao lado

Aspecto da Lagoa dos Salgueiros Gordos

A beleza do Alto Minho

A prova certa de que os animais por ali andavam

Aspecto de Vilar do Monte

A água, sempre presente no Minho

Agradável caminho em Vilar do Monte

Ruralidades

A famosa Mesa dos Quatro Abades


domingo, 3 de março de 2013

001 - Na Senda do Mundo Rural - Faria-Paradela-Faria

TIPOLOGIA - Circular
EXTENSÃO - 10 Km
PONTOS DE INTERESSE - Igreja de Faria; ribeiras e muros em xisto; grande interesse ao nível da fauna e flora
NÍVEL - Fácil
DURAÇÃO - 3:30 horas

Este percurso tem início em Faria, conselho de Barcelos, na igreja local. De costas para a igreja segue-se para a esquerda e depois vai-se seguindo a sinalização. De referir que o percurso está completamente sinalizado, mas em algumas partes necessita de manutenção dos sinais, pois torna-se complicado encontra-los. O local onde é preciso estar mais atento é a seguir aos moinhos de Paradela. Há uma viragem à esquerda por um caminho na mata que não está sinalizado. A única sinalização existente é uma cruz numa pedra para evitar que se siga em frente pela estrada de alcatrão que sobe a serra. Essa inscrição está muito apagada e só com alguma atenção pode ser descoberta. Em todo o resto do percurso, com um pouco de atenção e cuidado, consegue-se seguir os sinais. Ainda relativamente aos sinais, deve dizer-se que um percurso tão bonito como este merecia mesmo manutenção na sinalização, para se desfrutar melhor. Um exemplo da falta de cuidado é terem colocado uma placa com o nome de uma rua em cima de um dos sinais.
Deixando a questão da sinalização, vamos entrar no percurso propriamente dito. Vale bem a pena este percurso. Em termos paisagísticos vemos campos agrícolas, matas, serras, ribeiras... tudo com um toque rural. Uma das grandes atracções deste percurso, quanto a nós, são os muros de xisto, que conferem ao local uma atmosfera pitoresca e mágica. Também interessantes são os moinhos de Paradela, agora transformados em habitações.
O percurso é relativamente fácil, sem muitas subidas, em caminhos de terra na mata, empedrado e alcatrão nas estradas e caminhos rurais.
Após os 10 kms do percurso, serpenteando por caminhos e estradas, estamos de volta à igreja de Faria, agora pelo outro lado.
Uma boa opção para um dia bem passado...

Igreja de Faria

Uma quinta local

Muitos dos terrenos são usados para caça

Bonito local com videiras

Campos para gado bovino

Moinhos de Paradela, agora habitação

Caminho ladeado por muros de xisto

Um belo muro de xisto

Um antiga padaria, entretanto já abandonada